Polícia Estuprador
Advogado e Secretário Municipal mata a mãe, o cachorro e comete suicídio após família descobrir que ele estuprava sobrinho Autista
O caso foi registrado como homicídio e suicídio consumado no Distrito Policial Sede do Guarujá.
20/09/2024 01h12 Atualizada há 2 anos
Por: Redação Fonte: Cacoal NEWS
Foto: Redes Sociais

Na noite de terça-feira, 17 de setembro, o advogado Thiago Felipe de Souza Avanci, de 39 anos, cometeu um crime trágico em sua residência no Guarujá, litoral de São Paulo. Após a família descobrir que ele estava abusando sexualmente de seu sobrinho autista de 17 anos, Thiago assassinou a própria mãe, um cachorro e, em seguida, tirou a própria vida.

Thiago, que era professor de Direito e ocupava o cargo de secretário de Modernização e Transformação Digital da cidade, teve sua exoneração publicada no Diário Oficial no mesmo dia dos crimes.

De acordo com informações, a Polícia Civil estava se dirigindo ao local para cumprir um mandado de busca e apreensão, quando recebeu a notificação sobre disparos realizados no imóvel. Ao chegarem à residência, os agentes encontraram os corpos de Thiago, sua mãe de 72 anos, e do animal, além de apreenderem uma arma, celulares e outros objetos.

A perícia foi chamada para investigar o caso, que foi formalmente classificado como homicídio e suicídio pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Revelações de abusos e evidências digitais

Conforme apurado pelo portal Cacoal NEWS, o mandado de busca foi emitido após o irmão e a cunhada de Thiago registrarem um boletim de ocorrência. Há cerca de quinze dias, o adolescente havia relatado à psicóloga que estava apresentando dores na região anal, o que alarmou sua família e a profissional.

Em um gesto suspeito, Thiago entregou ao irmão um envelope com documentos para transferir a propriedade de um veículo, além de um pen drive que posteriormente solicitou de volta. Entretanto, antes de recuperar o dispositivo, a cunhada acessou o conteúdo e descobriu vídeos de Thiago cometendo atos de abuso sexual contra o sobrinho, indicando que os crimes ocorreram por um período de pelo menos um ano.

Após as novas evidências, a família registrou um boletim de ocorrência por estupro de vulnerável na Delegacia de Defesa da Mulher. Com a autorização judicial, a polícia realizou uma busca que resultou na apreensão de um revólver em um dos endereços relacionados a Thiago. Embora não estivesse presente no momento da operação, ele compareceu mais tarde à delegacia para prestar esclarecimentos e entregou uma outra arma, sendo liberado logo em seguida.

Tragicamente, poucas horas depois, os assassinatos ocorreram. No local do crime, os policiais encontraram diversos itens, incluindo quatro celulares de Thiago, um notebook, outro pen drive, um revólver, uma adaga e munições. O caso foi registrado como homicídio e suicídio consumado no Distrito Policial Sede do Guarujá.