Geral Pedágio na BR-364
Pedágio na BR-364 só será cobrado após melhorias, garante ANTT durante visita a Rondônia
ANTT afirma que cobrança de pedágio na BR-364 entre Vilhena e Porto Velho só ocorrerá após investimentos. Comissão do Senado discute concessão e impactos em Ji-Paraná. Veja os detalhes.
21/05/2025 14h23
Por: Redação Fonte: Cacoal NEWS
Foto: Magda Oliveira/G1

Durante uma visita oficial a Rondônia, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirmou que a cobrança de pedágio na BR-364 só ocorrerá após a realização de melhorias significativas na rodovia. A declaração foi feita pelo diretor-geral da agência, Guilherme Theo Sampaio, em audiência pública promovida pela Comissão de Infraestrutura do Senado, realizada em Ji-Paraná e Vilhena.

Entre as intervenções prioritárias mencionadas estão a recuperação total do Anel Viário de Ji-Paraná e obras estruturais na ponte sobre o rio Candeias. O acesso ao Porto de Porto Velho, previsto inicialmente para o sexto ano da concessão, será antecipado para o quarto ano, conforme anúncio da ANTT.

O senador Marcos Rogério, presidente da Comissão de Infraestrutura, destacou que a bancada federal de Rondônia está unida na cobrança por revisões no contrato de concessão da BR-364. Ele criticou o atual modelo, principalmente os altos valores de pedágio, que chegam a R$ 0,19 por quilômetro, e defendeu que a cobrança só seja feita após a entrega das melhorias prometidas.

O pedágio impacta diretamente o preço de alimentos, medicamentos e o custo do transporte. Precisamos garantir que só ocorra depois das obras”, ressaltou o senador.

Marcos Rogério também apresentou quatro propostas principais:

Críticas ao valor do pedágio e impactos socioambientais

O contrato de concessão da Rota Agro Norte, responsável pelo trecho entre Vilhena e Porto Velho, prevê R$ 10,4 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. Porém, representantes do setor produtivo questionam o impacto do custo do pedágio sobre o frete e a economia local, e propuseram alternativas como descontos no IPVA para quem trafega frequentemente pela via.

Durante os debates, também foi levantada a ausência de consulta prévia às comunidades indígenas, conforme prevê a Convenção 169 da OIT. O cacique Wellington Gavião alertou sobre os impactos das obras nos territórios Cinta Larga, Zoró e Gavião, reforçando a necessidade de respeito aos direitos dos povos originários.

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