Educação Evasão chega a 80%
Estudantes de Medicina pelo Fies Vivem Drama e Risco de Abandono – Dívidas Superam R$ 700 Mil!
Estudantes de Medicina pelo Fies enfrentam endividamento, evasão e risco de trancamento. Dívidas chegam a R$ 720 mil. Entenda o drama e os apelos ao MEC.
15/07/2025 04h37 Atualizada há 9 meses
Por: Redação Fonte: Cacoal NEWS
Foto: Reprodução\Internet - Gazeta do Povo

“O que era um sonho virou pesadelo.” Essa frase define o drama vivido por milhares de estudantes de Medicina pelo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), que estão à beira de abandonar o curso por dificuldades financeiras extremas.

Valdenice Ayane dos Santos Lima, de 32 anos, natural de Betânia (PE), já vendeu todos os móveis de casa para tentar manter seus estudos. Ela e outros estudantes relatam que o valor da coparticipação do Fies subiu absurdamente – enquanto o financiamento cobre até R$ 60 mil por semestre, muitas mensalidades ultrapassam R$ 12 mil por mês, e a diferença precisa ser paga pelos alunos.

“Estamos desesperados”, afirma Eduarda Cristina Gonçalves Cardoso, de 22 anos, moradora de Goiás, que sonhava em ser médica após tentar por quatro anos uma vaga em universidade pública. Hoje, com uma dívida estimada de R$ 720 mil ao fim do curso, ela pode ser forçada a desistir por não conseguir arcar com os boletos mensais que chegaram a R$ 2.300.

A baiana Ana Carolina Ferreira Cortes, de 23 anos, já trancou o curso. “Minha família se uniu para me ajudar, mas a coparticipação dobrou. Estou com dívida de R$ 120 mil e não vejo saída”, revela.

FIES em colapso: evasão chega a 80%

Durante uma audiência pública em Brasília, o diretor do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), André Carvalho, revelou números alarmantes:

A inadimplência chega a 60%, e a evasão, a 80%” – afirmou.

Hoje, o Fies possui quase 2,5 milhões de contratos ativos, sendo 79.499 apenas para Medicina. Segundo o MEC, as dívidas acumuladas pelos beneficiários já somam R$ 116 bilhões.

Movimento nacional: “Fies Sem Teto” exige mudanças

Com o colapso iminente do programa, cerca de 9 mil estudantes de Medicina criaram o movimento “Fies Sem Teto”, que exige a revisão urgente do teto de R$ 60 mil por semestre e autorização para que alunos com coparticipações em atraso possam continuar estudando.

João Victor da Silva, do Rio de Janeiro, é presidente do movimento e hoje vende marmitas na faculdade para pagar sua parte de R$ 2.055 mensais. “Se o teto não subir, vamos abandonar o curso, endividados e sem diploma”, lamenta o estudante, que cursa Medicina na Bahia.

MEC promete avaliar, mas não resolve

Em nota, o Ministério da Educação (MEC) reconheceu que o teto atual visa evitar superendividamento, mas afirmou que o Comitê Gestor do Fies está avaliando uma possível revisão. Até o momento, porém, nenhuma mudança concreta foi realizada.

Para Valdenice, mãe solo e filha de agricultores, a resposta do governo precisa ser mais efetiva:

Nos deixem estudar. Só queremos nos formar para ajudar nossas famílias e o povo brasileiro.

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