Brasília — O clima político em Brasília pegou fogo nesta semana com a adesão de dois senadores de Rondônia, Jaime Bagattoli (PL-RO) e Marcos Rogério (PL-RO), ao movimento de obstrução total das pautas legislativas no Congresso Nacional. A manobra é uma resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida na segunda-feira, dia 4.
Segundo aliados bolsonaristas, o protesto visa pressionar pela votação de um “pacote da paz”, que inclui uma anistia ampla, geral e irrestrita aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro, além do impeachment do ministro Alexandre de Moraes (STF) e o fim do foro privilegiado, por meio de uma proposta de emenda constitucional (PEC).
A ação foi anunciada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e envolve o travamento das sessões no plenário, com parlamentares ocupando as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, impedindo que os trabalhos prossigam.
“Não votaremos nada até que o Congresso reaja à prisão absurda de Bolsonaro”, declarou um dos senadores durante o ato.
Quem está travando o Congresso: Senadores e Deputados
A obstrução legislativa conta com apoio de dezenas de parlamentares. Na Câmara dos Deputados, vários bolsonaristas colaram fitas adesivas na boca, simbolizando censura e protesto contra a prisão. Apesar da encenação, vários foram vistos removendo a fita para beber água ou atender o celular.
Entre os senadores que aderiram à obstrução estão:
Já na Câmara, lideram o protesto:
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O que está em jogo: Anistia, impeachment e foro privilegiado
O movimento exige a votação imediata de três medidas centrais:
Aliados do ex-presidente alegam que essas pautas são indispensáveis para restabelecer a harmonia entre os Três Poderes e evitar uma escalada de tensões institucionais.
A pressão por parte de senadores de estados como Rondônia aumenta o peso político do movimento. Tanto Marcos Rogério quanto Jaime Bagattoli já haviam demonstrado alinhamento direto com o bolsonarismo em ocasiões anteriores, e agora reforçam o cerco ao governo federal com essa nova estratégia de paralisação total do Congresso.
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