Polícia Legítima Defesa
Júri em Cacoal Absolve Lafaeti Andrade Rufino que Matou Rival por Ex-Mulher: é a Segunda Decisão similar em Agosto
Lafaeti Rufino foi absolvido após matar homem em discussão por ciúmes. Júri entendeu legítima defesa. Segunda absolvição em Cacoal no mês. Veja no Cacoal NEWS.
21/08/2025 09h39
Por: Redação Fonte: Cacoal NEWS
Foto: Cacoal NEWS

O Tribunal do Júri de Cacoal (RO) voltou a tomar uma decisão que chama atenção da sociedade: pela segunda vez apenas no mês de agosto, um acusado de homicídio foi absolvido sob a tese de legítima defesa. O julgamento envolveu Lafaeti Andrade Rufino, de 41 anos, que foi inocentado pela morte de Fernando Martins de Oliveira, 39, ocorrida em maio de 2024, após uma discussão envolvendo a ex-mulher do réu.

A decisão encerrou um caso que manteve Lafaeti preso por mais de um ano e reacendeu o debate sobre o uso da legítima defesa em confrontos com desfechos fatais.

Discussão por ciúmes terminou em tiros

Segundo a investigação, a vítima Fernando Martins foi tirar satisfações com Lafaeti após suspeitar que o ex-marido de sua companheira estivesse enviando mensagens para ela. O confronto se tornou físico quando Fernando desferiu um soco no rosto de Lafaeti.


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Logo após a agressão, Lafaeti se afastou, foi até seu carro, pegou uma arma de fogo e disparou ao menos quatro vezes contra Fernando, que foi atingido pelas costas, segundo os laudos do processo.

Após os disparos, o autor fugiu do local, mas se entregou à polícia poucos dias depois.

Legítima defesa: tese que convenceu o júri

Desde o início do processo, a defesa de Lafaeti sustentou que ele agiu em legítima defesa, alegando que Fernando estaria armado e que, ao vê-lo caminhar em direção à sua residência, acreditou que ele buscaria a arma para revidar.

Durante o júri, a defesa argumentou que o réu estava atordoado, machucado e temeu pela própria vida. A narrativa foi reforçada com testemunhos e elementos que convenceram os jurados da iminência de risco à vida de Lafaeti.

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“Foi uma reação desesperada a uma ameaça real e iminente”, disse o advogado de defesa durante os debates no plenário.

A promotoria, por sua vez, tentou desconstruir a versão de legítima defesa, enfatizando que os tiros foram pelas costas e que a vítima já estaria se afastando. Ainda assim, os jurados acolheram os argumentos da defesa.

Mais um caso absolvido em Cacoal

A decisão representa a segunda absolvição por legítima defesa no Tribunal do Júri de Cacoal apenas neste mês de agosto. O caso levanta discussões sobre a interpretação jurídica da legítima defesa e os limites entre o medo e o excesso.

Lafaeti foi libertado imediatamente após o julgamento, encerrando sua prisão preventiva iniciada em 2024.

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