
Cacoal, interior de Rondônia, está no centro de um escândalo que abala a confiança na saúde pública. A Polícia Civil, por meio da Operação “A Última Dose”, indiciou quatro mulheres — três servidoras da Secretaria Municipal de Saúde e uma empresária do setor privado — por envolvimento em um esquema de desvio e venda ilegal de vacinas BCG, fornecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A investigação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2) e revelou que o grupo criminoso comercializava as doses da vacina BCG por R$ 200, mesmo sendo imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde com destinação exclusiva para atendimento gratuito à população.
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As quatro envolvidas foram indiciadas por peculato e associação criminosa — crimes graves que podem resultar em penas de reclusão e demissão do serviço público.
Segundo o inquérito, a empresária vendia as doses em sua clínica enquanto as servidoras facilitavam o acesso irregular aos estoques da rede municipal. O esquema, considerado um ataque direto à saúde pública, pode ter afetado o calendário de vacinação de centenas de moradores.
Após o encerramento das diligências, os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e já estão à disposição do Ministério Público, que deverá avaliar o oferecimento da denúncia criminal.
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Esse caso levanta sérias questões sobre fiscalização interna, ética profissional e a segurança dos insumos públicos no município. O episódio também reacende o debate sobre corrupção e responsabilidade na gestão da saúde, especialmente em um setor tão sensível quanto o da vacinação.
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