A Operação DRACO2 colocou Rolim de Moura no centro da maior ofensiva recente contra o Comando Vermelho em Rondônia. Deflagrada na manhã de sexta-feira (05/12), a ação cumpriu 98 medidas cautelares e desarticulou um dos principais núcleos da facção no interior do estado, com alvos também em Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Espigão do Oeste, Machadinho do Oeste, Vale do Anari, Theobroma e Campo Grande (MS).
Rolim de Moura: base regional da facção
Para acompanhar operações policiais e atualizações sobre segurança pública, o Cacoal NEWS no WhatsApp está disponível 24 horas com as últimas notícias de Cacoal. De acordo com a 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), o município concentrava o núcleo mais estruturado da organização. No local, foram cumpridas:
As investigações apontam que dali eram gerenciadas ordens internas, cobranças, distribuição de drogas e a administração financeira da estrutura criminosa. O grupo do Cacoal NEWS no WhatsApp tem sido compartilhado por moradores para acompanhar as atualizações do caso e outras ações e ocorrências em tempo real.
Investigação teve início após sequestro
A operação ganhou força após um flagrante de sequestro e cárcere privado envolvendo dois homens que comercializavam drogas sem autorização da facção. Eles seriam executados pelo chamado “tribunal do crime”, mas a intervenção policial evitou a morte das vítimas.
Esse episódio revelou que células da organização recebiam ordens de lideranças no Rio de Janeiro, operando com rigor hierárquico e alto nível de organização.
Grupo de WhatsApp coordenava distribuição e cobranças
Durante a investigação, a DRACO identificou um grupo de mensagens denominado “Diretoria Rolim de Moura”, utilizado para:
Ação em outras cidades
Em Jaru, a polícia cumpriu 15 mandados de prisão e nove de busca contra integrantes envolvidos na coordenação de incêndios criminosos contra provedores de internet — ataques que teriam sido ordenados após empresários se recusarem a pagar extorsão.
Já em Ji-Paraná, Cacoal, Espigão do Oeste, Theobroma, Vale do Anari e Machadinho do Oeste, a facção mantinha células responsáveis por esconderijos, logística de transporte de drogas, movimentações bancárias e aliciamento de novos membros.
O canal funcionava como um centro de comando regional. Houve ainda o cumprimento de um mandado em Campo Grande (MS), voltado a um alvo ligado à rede de apoio operacional.
98 medidas cautelares cumpridas pela DRACO2
A operação executou:
A Polícia Civil confirmou que a facção utilizava contas bancárias de terceiros para lavagem de dinheiro e manutenção do fluxo financeiro do tráfico. Parte dessas transações foi rastreada durante a investigação. Para acompanhar atualizações desse e de outros casos, acesse o grupo de notícias no WhatsApp.
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